Os israelitas voltaram a fazer o que o Senhor reprova, e
por isso o Senhor os entregou nas mãos dos filisteus durante quarenta anos.
Certo homem de Zorá, chamado Manoá, do clã da tribo de
Dã, tinha mulher estéril.
Certo dia o anjo do Senhor apareceu a ela e lhe disse:
"Você é estéril, não tem filhos, mas engravidará e dará à luz um filho.
Todavia, tenha cuidado, não beba vinho nem outra bebida
fermentada, e não coma nada impuro;
e não se passará navalha na cabeça do filho que você vai
ter, porque o menino será nazireu, consagrado a Deus desde o nascimento; ele
iniciará a libertação de Israel das mãos dos filisteus".
A
história que segue mostra como Suzana escolheu fazer o que agrada a Jesus.
Suzana olhou alegremente ao seu redor e para
os pequenos convidados. – Faço sete anos hoje! Disse ela. Dentro de um ou dois
minutos abrirei meus presentes de aniversário. Então encontrarei o relógio de
pulso que o papai e a mamãe prometeram dar-me, quando eu fizesse meu sétimo
aniversário!
Suzana desatou fitas azuis, fitas amarelas,
fitas cor-de-rosa – um verdadeiro arco-íris de fitas. Quão interessante era ter
uma festa de aniversário!
-
Trouxe-te um jogo para limpeza de casa de verdade! E Leti sorriu para Suzana,
enquanto os negros cachos lhe dançavam pela face. – Olha, Sue! Leti ajudou
Suzana a desembrulhar o pequenino esfregão para a limpeza do pó, o vidrinho com
óleo para a limpeza de móveis, e foi Leti quem colocou em Suzana o lindo
aventalzinho estampado de flores alegres. Até havia um pequeno espanador, e uma
vassoura!
- Você
agora pode arrumar seu próprio quarto, Suzana, disse-lhe a mãe, sorrindo.
Suzana acenou com a cabeça.
Ajudar
a mamãe agora seria coisa realmente bem interessante.
Tinha somente mais um presente a desembrulhar
e esse devia ser o relógio de pulso. Havia numa caixa cor-de-rosa e prateada.
Havia realmente um relógio! E aí Suzana viu Nete, com seu engraçado narizinho
chato, espreitando pelos vãos da cerca. Neti parecia estar fazendo o possível
para não chorar! Não vou convidar Neti Almeida, vai se desfazer em pranto e
molhar todos os meus presentes, e portar-se mal, dissera Suzana a sua
companheira predileta Leti. Esta concordara com ela...
Suzana voltou as costas para a cerca, e fez de
conta que Neti fora embora. Começou a brincar de “lenço-atrás” com as outras
crianças, mas, por mais que fizesse, não podia achar graça no brinquedo. Não,
não havia graça alguma. Até Leti não demonstrava vontade de brincar, e olhava
triste para Neti.
Durante toda a manhã Suzana excluíra Neti da
mente. No dia anterior, quando sua mãe lhe dissera bondosamente: - Querida
Suzana, não gostaria você que Neti tomasse parte, amanhã, na sua festinha de
aniversário? Suzana batera o pé e dissera: “Não!”.
A mãe estivera muito ocupada, fazendo os bolos
para a festinha, e arranjando os brinquedos e outras coisas, mas parara para
dizer: - Temo que você magoe Neti, Suzana. Bem sei que lhe prometi que poderia
escolher os companheiros que desejava que viessem no seu aniversário, mas não
seria melhor que qualquer hora, hoje, você desse um pulo e convidasse Neti?
Ela, certamente, não assiste a muitas festas de aniversário, e haveria de
gostar bastante se a convidasse. Não espere que lhe traga um presente, querida,
porque seus pais são muito pobres.
Tão ocupada estava a mãe de Suzana com os
planos da festinha, que se esqueceu de Neti, justamente como Suzana esperava
que acontecesse.
- Convidou Neti? Perguntou-lhe a mãe. (Suzana
pendeu a cabeça e corou de vergonha, pois ela e Leti haviam rasgado o lindo
cartão cor-de-rosa do convite reservado para Neti.) Confiei na minha pequena,
senão eu mesma tê-la-ia convidado, disse gravemente a mãe de Suzana,
demonstrando estar bem triste.
Suzana sentiu-se muito mal. Ali estava ela,
com os presentes empilhados ao seu redor e o belo relógio de pulso no braço a
fazer tique-taque, mas não tinha nem um pouco de alegria. Nem um pouco! Suzana
sentiu como se fosse a menina mais infeliz do mundo, pois repentinamente vira
quão egoísta tinha sido, quão falta de bondade para com Neti. Todos podiam ver
Neti choramingar agachada atrás da cerca, procurando ver a mesa de aniversário!
Foi nesse momento que Suzana teve a boa idéia.
Girou velozmente, e correu o mais depressa
possível até o passeio e ao redor da cerca, até encontrar Neti. – Venha para a
festa! Suzana tomou na sua à mão de Neti, apertando-a com satisfação. Quão bem
se sentia agora!
- Vou dar-te o meu aventalzinho branco. Neti
quero dizer que será seu mesmo... Já fiz sete anos hoje; sete, realmente! E
Suzana meditava, enquanto cortava um pedaço do bolo de aniversário para Neti.
“Não posso continuar a ser mesquinha para ninguém, porque estou quase moça!”.
Depois
dessas coisas, no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, vivia Esdras, filho de
Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias,
filho de
Salum, filho de Zadoque, filho de Aitube,
filho de
Amarias, filho de Azarias, filho de Meraiote,
filho de
Zeraías, filho de Uzi, filho de Buqui,
filho de
Abisua, filho de Finéias, filho de Eleazar, filho do sumo sacerdote Arão.
Este
Esdras veio da Babilônia. Ele era um escriba que conhecia muito a Lei de Moisés
dada pelo Senhor, o Deus de Israel. O rei lhe concedera tudo o que ele tinha
pedido, pois a mão do Senhor, o seu Deus, estava sobre ele.
Alguns dos
israelitas, inclusive sacerdotes, levitas, cantores, porteiros e servidores do
templo, também foram para Jerusalém no sétimo ano do reinado de Artaxerxes.
Esdras
chegou a Jerusalém no quinto mês do sétimo ano desse reinado.
No dia
primeiro do primeiro mês ele saiu da Babilônia, e chegou a Jerusalém no
primeiro dia do quinto mês, porquanto a boa mão de seu Deus estava sobre ele.
Pois
Esdras tinha decidido dedicar-se a estudar a Lei do Senhor e a praticá-la, e a
ensinar os seus decretos e mandamentos aos israelitas.
No
primeiro ano do reinado de Ciro, rei da Pérsia, a fim de que se cumprisse a
palavra do Senhor falada por Jeremias, o Senhor despertou o coração de Ciro,
rei da Pérsia, para redigir uma proclamação e divulgá-la em todo o seu reino,
nestes termos:
"Assim
diz Ciro, rei da Pérsia: "O Senhor, o Deus dos céus, deu-me todos os
reinos da terra e designou-me para construir um templo para ele em Jerusalém de
Judá.
Qualquer
do seu povo que esteja entre vocês, que o seu Deus esteja com ele, e que vá a
Jerusalém de Judá reconstruir o templo do Senhor, o Deus de Israel, o Deus que
em Jerusalém tem a sua morada.
E que todo
sobrevivente, seja qual for o lugar em que está vivendo, receba dos que ali
vivem em prata, ouro, bens e animais; e ofertas voluntárias para o templo de
Deus em Jerusalém".
Então os
líderes das famílias de Judá e de Benjamim, como também os sacerdotes e os
levitas, todos aqueles cujo coração Deus despertou, dispuseram-se a ir para
Jerusalém e a construir o templo do Senhor.
Todos os
seus vizinhos os ajudaram, trazendo-lhes utensílios de prata e ouro, bens, animais,
e presentes valiosos, além de todas as ofertas voluntárias que fizeram.
Além
disso, o rei Ciro mandou tirar os utensílios pertencentes ao templo do Senhor,
os quais Nabucodonosor tinha levado de Jerusalém e colocado no templo do seu
deus.
Ciro, rei da
Pérsia, ordenou que fossem tirados pelo tesoureiro Mitredate, que os enumerou e
os entregou a Sesbazar, governador de Judá.
O rei
Dario mandou então fazer uma pesquisa nos arquivos da Babilônia, onde se
guardavam os tesouros.
Encontrou-se
um rolo na cidadela de Ecbatana, na província da Média, e nele estava escrito o
seguinte, que Dario comunicou:
"No
primeiro ano do seu reinado o rei Ciro promulgou um decreto acerca do templo de
Deus em Jerusalém, nestes termos: " ‘Que o templo seja reconstruído como
local para apresentar sacrifícios, e que se lancem os seus alicerces. Ele terá
vinte e sete metros de altura e vinte e sete metros de largura,
com três
carreiras de pedras grandes e uma carreira de madeira. O custo será pago pela
tesouraria do rei.
E os
utensílios de ouro e de prata da casa de Deus que Nabucodonosor tirou do templo
de Jerusalém e trouxe para a Babilônia serão devolvidos aos seus lugares no
templo de Jerusalém; devem ser colocados na casa de Deus’.
Vejam como é grande o amor que o Pai nos
concedeu: que fôssemos chamados filhos de Deus, o que de fato somos! Por isso o
mundo não nos conhece, porque não o conheceu.
Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda
não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se
manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é.
Todo aquele que nele tem esta esperança
purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.
1
Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na
adversidade.
2
Por isso não temeremos, embora a terra trema e os montes afundem no coração do
mar,
3
embora estrondem as suas águas turbulentas e os montes sejam sacudidos pela sua
fúria. Pausa
4
Há um rio cujos canais alegram a cidade de Deus, o Santo Lugar onde habita o
Altíssimo.
5
Deus nela está! Não será abalada! Deus vem em seu auxílio desde o romper da
manhã.
6
Nações se agitam, reinos se abalam; ele ergue a voz, e a terra se derrete.
7
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa torre segura.
Pausa
8
Venham! Vejam as obras do Senhor, seus feitos estarrecedores na terra.
9
Ele dá fim às guerras até os confins da terra; quebra o arco e despedaça a
lança, destrói os escudos com fogo.
10
"Parem de lutar! Saibam que eu sou Deus! Serei exaltado entre as nações,
serei exaltado na terra. "
11
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é a nossa torre segura.
Pausa
Salmos
91:1,2
Aquele
que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode
dizer ao Senhor: Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem
confio.